segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Eu fico parecendo uma criança. Eu me sinto como uma criança. Não aquelas crianças prodígio. Não dessas que andam nascendo ultimamente que parecem vir ao mundo já com uma sabedoria intrínseca, com um discernimento fantástico a cerca das coisas do mundo, já questionando, ensaiando criar os próprios valores. Eu pareço mais a criança que sempre me senti em toda a minha infância, ou melhor, em toda a minha vida. Fico me sentindo preso na minha ignorância e na do mundo. Fico ansioso demais, com um potencial de energia para a rebeldia que se guarda em mim e muito incomoda. É uma angústia que vem do inconformismo nas coisas, misturada a um medo que me mantem preso como se estivesse suspenso no ar e sob forte pressão. Daí eu tenho que me distrair, manter a mente o culpada. Desenvolvi até um "mantra": não pensar, e manter a mente ocupada. O que a gente precisa é dar sentido pra vida. Mas meio que fiquei pensando, depois de uma provocação que ouvi, que de esse talvez não seja o impulso humano primeiro. A afirmação que me fez pensar é a de que o ser humano busca, antes de um sentido, se sentir vivo. Desse modo, a busca por um sentido se torna uma necessidade de conjuntura, dado que as mentiras que nos mantem presos não satisfazem nossa natureza. Essa nova visão alivia um pouco o espírito, dá mais liberdade de ação. As neuroses ideológicas, contraproducentes por natureza, ficam de lado e se passa a enxergar as coisas com muito mais humildade.

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