quinta-feira, 28 de maio de 2015

Preguiça e tédio

       Preguiça não é só não querer fazer nada, é um pouco mais complexo do que isso.
      Preguiça pode ser descrita como a intolerância com o aqui e o agora. Não é cansaço, é falta de disposição. Ela dialoga diretamente com o tédio, no sentido de que o tédio é também um sentimento de negação. No tédio negamos os estímulos que nos são dados, melhor, não nos manifestamos em relação a eles, mas ansiamos por algo, olhando pra tudo e negando tudo. Queremos que esse algo apareça magicamente diante de nós ou que uma disposição forte, também magicamente, nos cresça para que, aliada a esse sentido de algo, possamos nos ver livres da preguiça que nos suga a força vital.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Como?

Como as pessoas conseguem fazer de mim o que querem? Como elas, a partir de seus valores e visões de mundo, criam uma imagem de mim, que cabe tão perfeitamente, e eu a aceito? São das mais variadas naturezas e todas me servem. Parece até que eu não tenho subjetividade. Me parece até que sou apático ao máximo, como um boneco brinquedo, com o que a criança se diverte trocando sua roupa, movimentando seus membros articulados, e trocando as mais variadas posições.

sábado, 16 de maio de 2015

O medo da vida

Tenho medo de tudo
Tenho medo do futuro
Tenho medo das pessoas
Tenho medo das situações
Tenho medo das instituições
Mas, sobretudo, tenho medo
De não saber o que dizer

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Autorreflexão (sabedoria)

      Às vezes eu penso que todos sabem viver. Que todos, menos eu, sabem viver. Como se as pessoas conseguissem, de alguma forma, calcular suas vidas tão genialmente que o que experimentam é só aquilo que escolheram experimentar, ou se, caso o contrário - se lhes escapa a premonição e o perfeito calculo não ocorre - possuem uma genuína sabedoria intrínseca  que lhe permitem driblar a situação ao sucesso.
      Acontece que eu sei que me falta a sinceridade e autoestima necessárias para lidar com a vida de maneira decente, e que minha sensatez é a unica ferramenta capaz de me guiar por bons caminhos.           
      Porém sou muito vaidoso, ignorante, e medroso. Sinto demasiada culpa e tenho dificuldade para lidar com foco e atenção com a vida cotidiana.
     Quando se está vivendo, experimentando na hora, é difícil raciocinar e julgar os fatos de maneira sensata. É preciso talvez um pouco mais de experiencia - experimentar as coisas a fim de diminuir a vaidade, sem deixar de lado a reflexão e a tentativa de tomada de consciência.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Quando nascemos

Ser humano nasce, cheio de energia e disposição:
-Estou vivo. Que ótimo sentir e ser!
Mas o mundo se apresenta hostil à sua natureza:
-Cala a boca!
(tapa na cabeça)
-Decora essa tabuada aqui rapidão!