Preguiça não é só não querer fazer nada, é um pouco mais complexo do que isso.
Preguiça pode ser descrita como a intolerância com o aqui e o agora. Não é cansaço, é falta de disposição. Ela dialoga diretamente com o tédio, no sentido de que o tédio é também um sentimento de negação. No tédio negamos os estímulos que nos são dados, melhor, não nos manifestamos em relação a eles, mas ansiamos por algo, olhando pra tudo e negando tudo. Queremos que esse algo apareça magicamente diante de nós ou que uma disposição forte, também magicamente, nos cresça para que, aliada a esse sentido de algo, possamos nos ver livres da preguiça que nos suga a força vital.